Igreja Presbiteriana da Guarabira.

Era janeiro de 1992. Estávamos em reunião do presbitério da Borborema, na época abrangendo igrejas – Presbiteriana – de Campina Grande e do sertão da Paraíba.

O reverendo José Alves trouxe- nos uma proposta de uma abertura de um trabalho em Guarabira (PB), cidade com cerca de quase 60.000 habitantes. Eu lhe perguntei quanto tempo tinha para responder. “Dez minutos”, disse ele. Eu estava ali em processo de ordenação de ministro e a grande vontade do meu “eu” era desistir de tudo por tanta pressão. Mas Deus agiu no meu interior e me fez abraçar este desafio, mesmo não podendo consultar a minha família que estava a cerca de 500 km de distância.

Em abril de 1992 começamos, de fato, os trabalhos com uma pequena escola dominical, após terminarmos, pela madrugada, o trabalho de arrumação da mudança. Antes de fixar residência vínhamos todas as semanas para uma reunião com quatro pessoas, as quais tinham solicitado ao Rev. José Alves, então presidente do presbitério, a abertura de um trabalho presbiteriano em Guarabira. Eram eles, Geraldo Felinto, Ana Célia sua esposa, Kátia e Célio Linhares, que foram os primeiros membros.

Os trabalhos começaram em uma casa na Rua José Augusto de Almeida, bem no mercado central, passando temporariamente para a sede dos Alcoólicos anônimos, gentilmente cedidas por eles em dias que não havia reuniões. Minha filha Priscila havia sonhado que iríamos para uma casa de primeiro andar com três quartos. E após vinte e um dias em Guarabira, estávamos alugando uma casa de três quartos no centro da cidade e continuamos o trabalho nesta casa. Após dois meses, já estávamos com dez pessoas e levantamos uma proposta de alugarmos um lugar neutro para que funcionasse a igreja e, naquele culto de oração, oramos pelo local. Uma semana depois estávamos em culto de oração, todos no chão em um templo que alugamos, o qual tinha sido a igreja Assembléia de Deus – adquirido por um advogado da cidade de Guarabira -, que fica na Rua Bráulio Martins 36, Bairro de Santa Terezinha, bem perto do centro comercial de Guarabira. Deus usou a irmã Gloria para os contatos. Poucos meses depois, estávamos com som, bancos e púlpito para o serviço do Senhor.

Por questões alheias á nossa vontade, saímos de Guarabira em fevereiro de 1994, quando já contávamos com 73 pessoas entre membros e congregados adultos, mas saímos com a certeza de que um dia regressaríamos a cidade.

Alguns deram seqüência ao trabalho. Francisco de Assis, Rev. José Carlos com os pastorais, Sem. Fábio Brasileiro, Sem. André e, por fim, o Rev. Alcimar Dias que sob a sua gestão, a congregação organizou-se em igreja, pelo presbitério da Paraíba. Isso foi em 31 de janeiro de 1999, já no conjunto João Cassimiro, com doação do terreno pelo Sr. Siqueira.

Em maio de 2000, nós estávamos na igreja presbiteriana da Liberdade em Campina Grande como pastor efetivo, desde 1994. Reunimo-nos em conselho e dei a noticia que não ficaria mais na igreja por ter convicção de que o tempo de Deus era tão somente até aquele ano. Na verdade iríamos ficar até junho, mas, em comum acordo, iríamos ficar até a reunião ordinária do presbitério. Os presbíteros não indagaram para onde iríamos, se tínhamos algum convite. Nós afirmamos que a única coisa que sabíamos era que não deveríamos permanecer mais tempo na igreja.

Após dois meses, isto é, em julho de 2000, recebemos – a poucos minutos do culto do domingo na igreja da Liberdade -, um telegrama do presbítero Zeca dizendo que a igreja queria a nossa volta. Respondemos que tem todo um processo de eleição e que iríamos orar para sabermos a vontade de Deus, no que ele confirmou por duas eleições, por que uma fora anulada, retornando a Guarabira para pastorear em 04 de março de 2001.

Quando chegamos a Guarabira, o rol da igreja estava com 117 membros comungantes, na prática com 46 freqüentadores. Havia um desafio do tamanho de Deus, isto é, impossível aos nossos olhos, pois quase a totalidade dos membros não queria continuar naquele templo de difícil e perigoso acesso. E Deus, quatro meses depois, nos apresentou milagrosamente o templo atual, de um prédio adquirido e reformado com 400 m2, na Rua José Bonifacio nº 8 – centro, que também virou um edifício de educação religiosa com três pavimentos de cerca de 190 m2 cada um. E um milagre.

Hoje contamos com cerca de 180 membros assíduos e uma congregação na zona rural de Tananduba, 11 km de Guarabira. Deus tem abençoado.

Rev. Cláudio Antônio Monteiro dos Santos

Pastor da IPG