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Presbiterianismo
O Presbiterianismo faz parte da
família das igrejas reformadas dentro das denominações do
Protestantismo
Cristão
e é baseado nos
ensinamentos
de
João Calvino,
tais como eles foram institucionalizados na Escócia por
John Knox.
Há muitas entidades autônomas em países por todo o mundo que
subscrevem igualmente o presbiterianismo. Para além de
distinções traçadas entre fronteiras nacionais, os
presbiterianos também se dividiram por razões doutrinais, em
especial no seguimento do
Iluminismo.
Apesar da Igreja Presbiteriana ser oriunda
da Reforma Protestante do Séc. XVI, ela mantém o carácter
católico da Igreja (traduzida literalmente e especificamente só
como "Igreja Universal"), como declarado no
Credo
Niceno-Constantinopolitano,
ainda que não submissa à autoridade do Bispo de Roma.
É uma denominação
cristã comprometida com valores éticos e morais. Sua atuação no
contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através de
instituições de ensino desde o infantil até o superior, que têm
alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por
exemplo,
Universidade Presbiteriana Mackenzie,
Instituto Presbiteriano Gammon,
entre outras.
História do
Presbiterianismo
O nome destas denominações deriva da
palavra grega presbyteros, que significa literalmente
"ancião". O governo
presbiteriano é comum nas
igrejas protestantes que foram modeladas segundo a
Reforma
Protestante na
Suíça.
Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as
igrejas reformadas que adoptaram uma forma de governo
presbiteriano em vez de
episcopal
ficaram conhecidas como a Igreja
Presbiteriana.
Na
Escócia,
John Knox
(1505-1572), que tinha estudado com
João Calvino
em
Genebra,
levou o Parlamento da Escócia a abraçar a
Reforma
Protestante em
1560.
A primeira Igreja Presbiteriana, a
Church of
Scotland (ou Kirk), foi fundada
como resultado disso.
Na Inglaterra, o presbiterianismo foi
estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da
rainha
Elizabeth I
de Inglaterra. Em 1647, por
efeito de uma lei do
Longo
Parlamento sob o controle dos
Puritanos,
o presbiterianismo foi estabelecido para a
Igreja
Anglicana (Church of England).
O restabelecimento da monarquia em 1660 trouxe também o
restabelecimento da forma de governo episcopal na Inglaterra (e,
por um período curto, na Escócia); mas a Igreja Presbiteriana
continuou a ser considerada não-conforme, fora da igreja
estabelecida.
Na Irlanda, o presbiterianismo foi
estabelecido por imigrantes escoceses e missionários ao
Ulster.
O presbítero de Ulster foi formado separadamente da igreja
estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do
presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas
denominações Holandesas, Alemãs e Francesas, foram combinadas
nos EUA para formar aquilo que se tornou conhecido como a
Presbyterian
Church USA (1705).
A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a
United
Reformed Church, enquanto que
esta tradição também influenciou a
Igreja
Metodista, fundada em
1736.
Os Presbiterianos destacam-se pelo
incentivo à educação, entre as inúmeras instituições
presbiterianas espalhadas pelo mundo destacam-se a
Yale
University e o
Instituto
Mackenzie.
O governo
presbiteriano
O
governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que
se caracteriza pelo governo de um Presbitério, ou seja: uma
assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi
desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos
individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo
está fortemente associada com os movimentos da Reforma
Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas
reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana.
O
Presbiterianismo assenta em pressupostos específicos sobre a
forma de governo desejada pelo Novo Testamento:
Um bispo é o cargo
mais elevado da Igreja (não há patriarca ou Papa acima dos
bispos). Bispo, ancião ou presbítero são termos sinônimos. Bispo
descreve a função do ancião (literalmente, inspector) e não a
maturidade do oficial.
A função do
ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos
é ordinariamente atribuída ao pastor em cada congregação
(igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da
igreja local.
A administração da
ordenação e legislação está a cargo das assembléias de
presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são
participantes de igual importância. Estas assembléias são
chamadas
concílios.
Todas as pessoas
são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome
dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da
congregação (sacerdócio de todos os crentes).
Desta forma, o
papel governamental dos presbíteros é limitado à tomada de
decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos
pastores o serviço da congregação, orar por eles e encorajá-los
na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na
tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas
em que bispos detêm um poder concentrado.
Os concílios
presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja
local tem o seu concílio, chamado de sessão ou conselho. As
Igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior
chamado
presbitério. Os presbitérios,
por sua vez, compõem um
sínodo. O concílio maior numa
Igreja presbiteriana é a
assembléia geral ou
supremo concílio.
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